Fui descontrair depois de uma semana intensa e turbulenta. O filme, Há tanto tempo que te amo (Il y a long temps que je t'aime), com a magnífica Kristin Scott Thomas, dirigida por Philippe Claudel, coloca em questão o pré-julgamento. Comovido e curtindo a chanson (simples e encantadora) ao final dos créditos, aguardei as poucas pessoas que foram à sessão das 18:30 h no sábado sair e secar as lágrimas incontidas que haviam escorido pela face. Motivos? Diversos. Expectativas frustradas quem sabe. A dureza de alguns e a amabilidade de outros. A inconsistência com que se é levado a sobreviver. Quão insólita é a vida talvez. Incompreensível com certeza. A bela retratação de uma família "normal" em seu cotidiano. Design tem a ver com isso? Tem. Inovação? Sim. Estratégia? Total. Como desenhar nossa vida com leveza e contentamento, nossos relacionamentos, nossos artefatos, nossas organizações, a vida em equipe (vivemos mais tempo com elas do que com quem procuramos manter relações afetivas), sem um design que conduza e insinue o caminho? As armadilhas e os cul de sac sómente poderão ser evitados se o design for inovador, criativo, fugindo do padrão habitual das relações, criando algo que torne esta jornada mais tolerável e animada. E para isso, tendo concebido o protótipo do design inspirador, devemos pensar na estratégia que vai nos permitir singrar com maestria e leveza os oceanos e tormentas da vida. Et voilá!! C'est çá! Simples não? Basta inspiração e a determinação para seguir esta simples fórmula. Mas, o que acontece afinal? Ficamos ensaiando na cegueira? Distraídos pelo cotidiano que nos oferece justificativas e explicações do porque? Ou será que não entendemos ou não observamos com clareza como fazemos o que fazemos e ficamos andando em roda enquanto La nave vá? ..... Reflexões apenas, tão somente reflexões cotidianas.
*Marcos Schlemm
domingo, 5 de julho de 2009
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5 comentários:
È muito bom ver os seus conhecimentos serem compartihados.
abaço
paulo
Pois, então, preciso dizer que li, reli... li outra vez e mais uma...
Belo texto, belas observações. Grande abraço!
Adriane Werner
O que somos e o que sentimos???
Constantemente levanto esse questionamento nas minhas reflexões!
Não sei se já cheguei a alguma conclusão que me deixe satisfeita.
Acredito que não..... já que como ser imperfeito, encontro sempre novos pontos a serem analisados, revistos, reanalisados.....
Tenho procurado julgar menos, viver mais, sentir mais, ressentir-me menos, aproveitar cada oportunidade que a vida me presenteia..
A felicidade está dentro de nós!!!
Beijo carinhoso
Vera
A verdade é sempre muito contundente , engraçado como as pessoas se servem de títulos e soberbas , para se encaixarem no mundo real. Não tem a humildade de pensar um pouco mais normalmente e responder às verdades escritas e sentidas .
Há tanto tempo que esse ranço existe, nem todo o conhecimento do mundo serviria para sanear essas mentes desiluminadas. Pena que só se nasce uma vez .
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